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Quinta 20
Novembro 2008
PRIMAVERA
ESCORPIÃO



Poesia e liberdade
Manoel de Barros, poeta velhinho que vive no pantanal, costuma dizer: "Palavras precisam adoecer de mim para que se tornem mais saudáveis." Brincando de transfigurar a linguagem pouco a pouco, assim como fazem as crianças, Manoel me encanta com sua peculiaridade metafórica. Uma de suas frases de que gosto muito: "Eu tenho doutorado em formigas". Qual tem sido o grau de liberdade que você dá a seus poemas? Permite os "desvios" do verbo? Ou prefere as palavras ainda muito bem-comportadas?
Luana Aires


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Negro não é uma cor só

Quando se misturam todas as cores
Não vira negro
Vira branco, a cor nenhuma
Negro fez o Brasil
Negro é bonito
Negro devia estar em nossa bandeira
O resto é besteira.


Ulisses Tavares
 

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